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O que eu mais faço nessa vida, praticamente todos os dias, é construir castelos feitos de nuvens dentro de mim: lindos, plenos em si mesmos, porém frágeis como o nada que costumam representar.
Já deixei tanto para trás, mas ainda me pesa carregar meu próprio corpo em dias assim. Arrasto os pés nessa caminhada lenta e de destino incerto. Não há mapas, bússolas ou estrelas. Não há expectativas, remorso ou certezas.
Não sei da onde vem a coragem para ainda fingir força de vontade.
Só como o sol, é isso que sou.
É como o sol que me escondo
Com vergonha, desonrado
E é como o sol que brilho
Para ninguém enxergar meus olhos.
Tudo diante de mim está derrotado!
É assim que os dias se repetem
Me arrastando ao inevitável
Dói, isso dói
Como o carinho de mãos geladas
Isso me destrói
Estou reduzido ao nada
Espero o tempo dizer que acabou
E levo comigo o coração que me sobrou
Longe, nos mares, por outros ares, enterro meus medos
Os mapas, as bússolas e todos os meus segredos
“Eu sou eterno, extremo pálido
Meu rosto é sujo e meus braços são fracos
Infinito é o abraço, o mar e o espaço
Natural é ser ao que se é destinado
Está tudo errado está tudo errado.
Nesses últimos dias de março
O mar fica sujo, o vento já é mudo
O corpo não obedece
O pessimismo prevalece
Meu corpo não se aquece
Na falta de um motivo
Bons são meus verdadeiros amigos
Aqueles em que sempre confio
Aqueles que são meu abrigo
A única forma de alívio
Sempre tão bem-vindos”
Flutua, nave, sob a tempestade e sobre o oceano
E veja correr as horas, os dias, os meses e os anos
Mostra, farol, qual o melhor caminho
Veleja, marujo, para o teu único destino:
A saudade!
as vezes a gente se encontra e fica tocando guitarra sem parar, e de vez em quando algum video fica gravado. quem sabe um dia vira música, ou não, enfim
(é um elefante, não um dinossauro!)
Sentado a beira do mar, com os pés molhados, avisto nuvens de todas as formas. O vento as carrega de um jeito tão livre que chega a ser invejável. elas se encaminham para o horizonte, onde o sol está nascendo - assim como os pássaros que quebram o silêncio daquele momento. Plenitude. A cena me lembrou o porque de eu estar ali, naquele instante: eu precisava fugir de ti, para finalmente me encontrar em mim.
E quando você fala, suas palavras caem como pedras sobre mim, soterrando tudo o que sinto.
Mas tudo o que eu queria ao seu lado, na verdade, era só me sentir um pouco mais vivo.